Notação Musical
No século XV, generalizou-se o emprego das figuras brancas e pretas que, simplificadas pelos primeiros impressores, e depois arredondadas no fim do século XVI pelos gravadores, deram origem ao sistema de notação mais difundido, o sistema de notação ortocrônica.

As mais antigas formas conhecidas de notação parecem ter utilizado sinais manuais. O primeiro sistema alfabético é grego e provavelmente já existia em 500 a.C. Os chineses já tinham um sistema por volta do século III a.C. Um sistema de notação ECFONÉTICA (sistema de notação que consistia de letras, pontos ou formas representando os movimentos da mão de um regente para facilitar o canto de um texto litúrgico) já existia para os textos bíblicos hebraicos no século VI d.C. Mas o primeiro sistema neumático substancial do Ocidente data do século IX, em St. Gall, Suíça. Dois séculos depois, os neumas foram utilizados na Igreja oriental; no Ocidente, a pauta, a mão guidoniana (um tipo de quironomia) e as sílabas de SOLMIZAÇÃO foram sistematizados didaticamente por Guido d’Arezzo. Seu sistema de notação em pauta foi amplamente copiado na Europa ocidental, coexistindo durante algum tempo com as notações neumáticas.

Na notação ortocrônica, as propriedades do som são representadas da seguinte maneira:

1. Altura - Pela clave e pela posição da figura na pauta musical.

2. Duração - Pela figura e pelo andamento.

3. Intensidade - Pelos sinais de dinâmica.

4. Timbre - Pela indicação da voz ou do instrumento que deve executar a música. A alternância e a combinação de timbres resulta em instrumentação.


REFERÊNCIAS
CANDÉ, Roland de. História universal da música. Tradução: Eduardo Brandão. 2ª ed. - São Paulo: Martins Fontes, 2001. Vol 1 - 640 p., Vol 2 - 512 p.

MED, Bohumil. Teoria da Música. 4ª. ed. rev. e ampl. Brasília, DF : Musimed, 1996. 420 p.

SADIE, S. Dicionário Grove de Música. Tradução de Eduardo Francisco Alves. Rio de Janeiro : Zahar, 1994. 1060 p.

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